Secularismo
Várias pessoas têm me perguntado sobre o significado deste termo.
Secularismo é a religião da humanidade; ele abrange os assuntos deste mundo; está interessado em tudo que toca o bem-estar de um ser senciente; advoga a atenção para o planeta particular em que nós por acaso vivemos; significa que cada indivíduo conta para algo; é uma declaração de independência intelectual; significa que os bancos da igreja são superiores ao púlpito, que os que carregam os fardos colherão os frutos e que aqueles que enchem a sacola segurarão as rédeas. É um protesto contra a opressão teológica, contra a tirania eclesiástica, contra ser o servo, o súdito ou o escravo de qualquer fantasma, ou do sacerdote do fantasma. É um protesto contra o desperdício desta vida por uma da qual não sabemos. Ele propõe que deixemos os deuses tomar conta de si mesmos. É um nome alternativo para o bom senso; isto é, a adaptação dos meios para tais fins como são desejados e entendidos.
O secularismo acredita na construção de um lar aqui, neste mundo. Ele confia no esforço individual, na energia, na inteligência, na observação e na experiência em vez de no desconhecido e no sobrenatural. Ele deseja ser feliz neste lado do túmulo.
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Secularismo

Várias pessoas têm me perguntado sobre o significado deste termo.

Secularismo é a religião da humanidade; ele abrange os assuntos deste mundo; está interessado em tudo que toca o bem-estar de um ser senciente; advoga a atenção para o planeta particular em que nós por acaso vivemos; significa que cada indivíduo conta para algo; é uma declaração de independência intelectual; significa que os bancos da igreja são superiores ao púlpito, que os que carregam os fardos colherão os frutos e que aqueles que enchem a sacola segurarão as rédeas. É um protesto contra a opressão teológica, contra a tirania eclesiástica, contra ser o servo, o súdito ou o escravo de qualquer fantasma, ou do sacerdote do fantasma. É um protesto contra o desperdício desta vida por uma da qual não sabemos. Ele propõe que deixemos os deuses tomar conta de si mesmos. É um nome alternativo para o bom senso; isto é, a adaptação dos meios para tais fins como são desejados e entendidos.

O secularismo acredita na construção de um lar aqui, neste mundo. Ele confia no esforço individual, na energia, na inteligência, na observação e na experiência em vez de no desconhecido e no sobrenatural. Ele deseja ser feliz neste lado do túmulo.

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Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas (Parte 18: com Jesus X sem Jesus)
É curioso ver como algumas pessoas que são vítimas de preconceito e dizem combatê-lo não se importam em usar a versão reversa desse mesmo preconceito para tentar não só contra-atacar os religiosos opressores, mas sim agredir todo aquele indivíduo que compartilha com os opressores a crença na divindade de Jesus. A imagem acima, compartilhada por algumas pessoas e páginas que se dizem combatedoras do preconceito ateofóbico e da intolerância religiosa, fomenta o preconceito de ateus contra religiosos, fugindo da lógica neoateísta de criticar as religiões e negar em público a existência de Deus e Jesus para simplesmente descambar para a pura ofensa contra cristãos em geral, sem distinção entre os intolerantes e os tolerantes.
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Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas (Parte 18: com Jesus X sem Jesus)

É curioso ver como algumas pessoas que são vítimas de preconceito e dizem combatê-lo não se importam em usar a versão reversa desse mesmo preconceito para tentar não só contra-atacar os religiosos opressores, mas sim agredir todo aquele indivíduo que compartilha com os opressores a crença na divindade de Jesus. A imagem acima, compartilhada por algumas pessoas e páginas que se dizem combatedoras do preconceito ateofóbico e da intolerância religiosa, fomenta o preconceito de ateus contra religiosos, fugindo da lógica neoateísta de criticar as religiões e negar em público a existência de Deus e Jesus para simplesmente descambar para a pura ofensa contra cristãos em geral, sem distinção entre os intolerantes e os tolerantes.

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Mídia: Compromisso com o dinheiro
Já faz alguns anos, todo mês de junho é realizada a festa do peão aqui na cidade de Americana. Ano passado um rapaz morreu em uma briga nessa mesma festa. O dono da festa disse que foi briga de gangue, mas ele não estava próximo do local, e mesmo que estivesse não conhecia as pessoas o suficiente para afirmar que de fato se tratavam de gangues. Nem a polícia sabia que se tratava de briga de gangues. Ou seja, podemos entender que o dono da festa tentou desqualificar os brigões para que seu show não fosse prejudicado _ como de fato não foi, pois o local sequer foi lacrado para averiguação.
Aqui na cidade tem dois jornais e um deles, o mais popular, faz divulgação de toda a festa, mostra fotos do show e tudo mais. Este jornal critica as mazelas da prefeitura com uma vontade fora do comum, além do trivial: divulga vários acidentes, assassinatos, roubos, casos de pedofilia, enchentes e tudo mais que mereça ser notícia.
Dito isso, pergunto: Um assassinato na festa mais popular da cidade não merecia ser notícia? E de capa ainda?Leia mais aqui.

Mídia: Compromisso com o dinheiro

Já faz alguns anos, todo mês de junho é realizada a festa do peão aqui na cidade de Americana. Ano passado um rapaz morreu em uma briga nessa mesma festa. O dono da festa disse que foi briga de gangue, mas ele não estava próximo do local, e mesmo que estivesse não conhecia as pessoas o suficiente para afirmar que de fato se tratavam de gangues. Nem a polícia sabia que se tratava de briga de gangues. Ou seja, podemos entender que o dono da festa tentou desqualificar os brigões para que seu show não fosse prejudicado _ como de fato não foi, pois o local sequer foi lacrado para averiguação.

Aqui na cidade tem dois jornais e um deles, o mais popular, faz divulgação de toda a festa, mostra fotos do show e tudo mais. Este jornal critica as mazelas da prefeitura com uma vontade fora do comum, além do trivial: divulga vários acidentes, assassinatos, roubos, casos de pedofilia, enchentes e tudo mais que mereça ser notícia.

Dito isso, pergunto: Um assassinato na festa mais popular da cidade não merecia ser notícia? E de capa ainda?

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Teoria Atômica, Biologia Evolutiva e Consciência
O principal problema da área Filosofia da Mente é o chamado problema mente-corpo (alguns diriam mente-cérebro), que pode ser formulado de vários modos, mas, para o que nos interessa aqui, pode-se apresentá-lo da seguinte forma: qual é a relação entre os processos e estados mentais, por um lado, e os processos e estados físicos, por outro, ou seja, onde situar a mente na natureza? Muitas foram – e são (!), trata-se de um campo com intensos e empolgantes debates atuais – as respostas e teorias propostas para solucionar este problema filosófico.
Leia mais aqui.

Teoria Atômica, Biologia Evolutiva e Consciência

O principal problema da área Filosofia da Mente é o chamado problema mente-corpo (alguns diriam mente-cérebro), que pode ser formulado de vários modos, mas, para o que nos interessa aqui, pode-se apresentá-lo da seguinte forma: qual é a relação entre os processos e estados mentais, por um lado, e os processos e estados físicos, por outro, ou seja, onde situar a mente na natureza? Muitas foram – e são (!), trata-se de um campo com intensos e empolgantes debates atuais – as respostas e teorias propostas para solucionar este problema filosófico.

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Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas (Parte 17: a religião que marionetiza e o ateísmo que liberta)
A imagem acima, divulgada em algumas páginas de (neo)ateísmo, repete o dogma antiteísta de que a religião é sempre um instrumento de escravização mental de seus adeptos e o ateísmo é o “grande libertador”. Assim como tantas outras imagens de origem antiteísta, incide no preconceito contra religiosos e na maniqueização falso-dicotômica entre a “religião escravizadora do mal” e o “ateísmo libertador do bem”.
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A imagem acima, divulgada em algumas páginas de (neo)ateísmo, repete o dogma antiteísta de que a religião é sempre um instrumento de escravização mental de seus adeptos e o ateísmo é o “grande libertador”. Assim como tantas outras imagens de origem antiteísta, incide no preconceito contra religiosos e na maniqueização falso-dicotômica entre a “religião escravizadora do mal” e o “ateísmo libertador do bem”.

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A Ameaça do Cientificismo
O cientificismo é a fonte de um tanto do mal-estar com relação à ciência contemporânea. Cientificismo é a doutrina ousada e extrapladora de que tudo que é digno de ser dito ou expresso pode ser dito ou expresso num idioma científico. Seria possível dizer que alguns dos positivistas lógicos europeus dos anos 1920 e 1930 chegaram perto de abraçar o cientificismo.
A afirmação de que a ciência pode, em princípio, explicar tudo que pensamos, dizemos e fazemos – que pode, em princípio, oferecer um relato causal do ser humano (um relato causal do Dasein) – deve ser distinguida da afirmação de que tudo pode ser expresso cientificamente. Considere a arte e a música. É, evidentemente, loucura dizer que as obras de Michelangelo, Da Vinci, Van Gogh, Cezanne, Picasso, Mozart, Chopin, Schönberg, Ellington, Coltrane, Dylan ou Nirvana poderiam ser expressas cientificamente.
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A Ameaça do Cientificismo

O cientificismo é a fonte de um tanto do mal-estar com relação à ciência contemporânea. Cientificismo é a doutrina ousada e extrapladora de que tudo que é digno de ser dito ou expresso pode ser dito ou expresso num idioma científico. Seria possível dizer que alguns dos positivistas lógicos europeus dos anos 1920 e 1930 chegaram perto de abraçar o cientificismo.

A afirmação de que a ciência pode, em princípio, explicar tudo que pensamos, dizemos e fazemos – que pode, em princípio, oferecer um relato causal do ser humano (um relato causal do Dasein) – deve ser distinguida da afirmação de que tudo pode ser expresso cientificamente. Considere a arte e a música. É, evidentemente, loucura dizer que as obras de Michelangelo, Da Vinci, Van Gogh, Cezanne, Picasso, Mozart, Chopin, Schönberg, Ellington, Coltrane, Dylan ou Nirvana poderiam ser expressas cientificamente.

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Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas (Parte 16: a supressão da liberdade de escolha)
Essa imagem, compartilhada em algumas páginas (neo)ateístas do Facebook, afirma ou deixa a entender que religião nunca é fruto de opção, ao mostrar um menino com o rosto espremido contra um livro sagrado e a frase irônica “Religião, apoiando a liberdade de escolha”. A ideia, conforme a imagem reflete do pensamento antiteísta, é que todo indivíduo aderente de uma religião o é porque foi doutrinado, quando criança, a adotar a religião dos pais e não existiriam casos de conversão espontânea e deliberada.
Comete-se aqui mais um entre os tantos preconceitos comuns entre antirreligiosos falaciosos, o de que religião seria sempre algo imposto, nunca um fruto da liberdade individual de consciência e crença.
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Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas (Parte 16: a supressão da liberdade de escolha)

Essa imagem, compartilhada em algumas páginas (neo)ateístas do Facebook, afirma ou deixa a entender que religião nunca é fruto de opção, ao mostrar um menino com o rosto espremido contra um livro sagrado e a frase irônica “Religião, apoiando a liberdade de escolha”. A ideia, conforme a imagem reflete do pensamento antiteísta, é que todo indivíduo aderente de uma religião o é porque foi doutrinado, quando criança, a adotar a religião dos pais e não existiriam casos de conversão espontânea e deliberada.

Comete-se aqui mais um entre os tantos preconceitos comuns entre antirreligiosos falaciosos, o de que religião seria sempre algo imposto, nunca um fruto da liberdade individual de consciência e crença.

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Desmascarando a camarilha pseudo-científica
Provavelmente devido à frustração, pelo cancelamento do Convescote Criacionista na UNICAMP mês passado, o notório criacionista militante Enézio Eugênio de A. Fº decidiu baixar o nível de vez. Conhecido pelo histrionismo e o uso de expressões idiossincráticas, como: “contexto de justificação teórica”, “insuficiência epistêmica”, “status heurístico”, e outras igualmente criativas, mas que não querem dizer coisa alguma, Enézio Eugênio se pôs a atacar pessoalmente o Prof. Tessler da UNICAMP, e agora também o biólogo Rubens Pazza, Prof. da UFV, campus de Rio Paranaíba (MG), e responsável por várias iniciativas de divulgação científica, como o podcast Rock com Ciência, e o Biologia na Web.
Já sabemos que o ódio ao Prof. Tessler decorre da denúncia feita por ele contra o cancelado convescote Criacionista.
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Desmascarando a camarilha pseudo-científica

Provavelmente devido à frustração, pelo cancelamento do Convescote Criacionista na UNICAMP mês passado, o notório criacionista militante Enézio Eugênio de A. Fº decidiu baixar o nível de vez. Conhecido pelo histrionismo e o uso de expressões idiossincráticas, como: “contexto de justificação teórica”, “insuficiência epistêmica”, “status heurístico”, e outras igualmente criativas, mas que não querem dizer coisa alguma, Enézio Eugênio se pôs a atacar pessoalmente o Prof. Tessler da UNICAMP, e agora também o biólogo Rubens Pazza, Prof. da UFV, campus de Rio Paranaíba (MG), e responsável por várias iniciativas de divulgação científica, como o podcast Rock com Ciência, e o Biologia na Web.

Já sabemos que o ódio ao Prof. Tessler decorre da denúncia feita por ele contra o cancelado convescote Criacionista.

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Trolls, livre expressão e repercussões

Em setembro deste ano, o jornal NewYork Post foi alvo de criticas por usuários anônimos após publicar um exposeé do paramédico Timothy Dluhos - mais conhecido no twitter pela alcunha de “Bad Lieutenant”. Usando uma foto de Hitler com imagem de perfil, Dluhos postava diatribes racistas quase que diariamente, juntamente com comentários sexistas e homofóbicos, fotos de armas e ameaças. Após a exposição, Dluhos se demitiu para escapar de um processo administrativo, alegando ser “perseguido e hostilizado”, e apoiadores lançaram uma série de ataques contra a repórter que o “desmascarou”.


 Essa não foi a unica, e nem a ultima vez que a divulgação de um “troll” notório atraiu legiões anônimas em defesa do acusado, muitos alegando que seus crimes “não são de verdade”. Em março de 2012, o site Gawker.com se envolveu em uma “guerra particular” com o Reddit. O motivo: a exposição de Michael “violentacrez” Brutsch, moderador de dois subreddits, os infames /creepeshots/ (fotos “intimas” retiradas sem o conhecimento da vítima) e /jailbait/ (com fotos retiradas dos perfis online de adolescentes). No entender dos usuarios do site, revelar publicamente a identidade de violentacrez seria um ataque a liberdade de expressão, muito mais grave que os frequentes discursos racistas, violentos, sexistas e em prol da pedofilia de Brusch.
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Trolls, livre expressão e repercussões

Em setembro deste ano, o jornal NewYork Post foi alvo de criticas por usuários anônimos após publicar um exposeé do paramédico Timothy Dluhos - mais conhecido no twitter pela alcunha de “Bad Lieutenant”. Usando uma foto de Hitler com imagem de perfil, Dluhos postava diatribes racistas quase que diariamente, juntamente com comentários sexistas e homofóbicos, fotos de armas e ameaças. Após a exposição, Dluhos se demitiu para escapar de um processo administrativo, alegando ser “perseguido e hostilizado”, e apoiadores lançaram uma série de ataques contra a repórter que o “desmascarou”.

 Essa não foi a unica, e nem a ultima vez que a divulgação de um “troll” notório atraiu legiões anônimas em defesa do acusado, muitos alegando que seus crimes “não são de verdade”. Em março de 2012, o site Gawker.com se envolveu em uma “guerra particular” com o Reddit. O motivo: a exposição de Michael “violentacrez” Brutsch, moderador de dois subreddits, os infames /creepeshots/ (fotos “intimas” retiradas sem o conhecimento da vítima) e /jailbait/ (com fotos retiradas dos perfis online de adolescentes). No entender dos usuarios do site, revelar publicamente a identidade de violentacrez seria um ataque a liberdade de expressão, muito mais grave que os frequentes discursos racistas, violentos, sexistas e em prol da pedofilia de Brusch.

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Sexualidade no Brasil do Fim do Século XIX em “O Ateneu”, de Raul Pompéa
Um dos maiores clássicos da literatura brasileira receberia ataques absurdos dos nossos queridos falsos moralistas, se eles capazes de lê-lo fossem: “O Ateneu – Crônicas de Saudades”, obra-prima do escritor Raul Pompéa, é vastamente estudado nas escolas, aplicado em vestibulares, etc. Isso não é novidade para ninguém. O que passa desapercebido pela maioria dos que leem o livro, seja por concepções erradas de costumes dos últimos dias do Brasil imperial, seja por embaraço com o rebuscamento linguístico da écriture artiste que marca o estilo de Pompéa – ou mesmo por pura hipocrisia e vista grossa – é que “O Ateneu” é um romance memorialista, isto é, foi escrito com fortes bases na própria vivência do autor em um internato de alta classe. A crítica ao que é Humano, portanto, vem junto a confissões que começam veladas e forçam-se, no decorrer das páginas, a mostrarem-se nuas. Não é, portanto, exagero o que vou afirmar a seguir: que entre as várias facetas putrefatas do homem e sua sociedade, Raul Pompéa afirma claramente que há um “beneplácito perverso e amável de tolerância que favoneia sempre a corrupção como um aplauso” em relação à homossexualidade hipócrita na alta classe de um Brasil que não mudou tanto assim neste aspecto. Este beneplácito perverso que condena o que pratica. Caso os senhores leitores queiram buscar um embasamento mais forte do que um mero artigo online, leiam “O Drama Público de Raul Pompéia – Sexualidade e política no Brasil finissecular“, de Richard Miskolci e Fernando de Figueiredo Balieiro.
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Sexualidade no Brasil do Fim do Século XIX em “O Ateneu”, de Raul Pompéa

Um dos maiores clássicos da literatura brasileira receberia ataques absurdos dos nossos queridos falsos moralistas, se eles capazes de lê-lo fossem: “O Ateneu – Crônicas de Saudades”, obra-prima do escritor Raul Pompéa, é vastamente estudado nas escolas, aplicado em vestibulares, etc. Isso não é novidade para ninguém. O que passa desapercebido pela maioria dos que leem o livro, seja por concepções erradas de costumes dos últimos dias do Brasil imperial, seja por embaraço com o rebuscamento linguístico da écriture artiste que marca o estilo de Pompéa – ou mesmo por pura hipocrisia e vista grossa – é que “O Ateneu” é um romance memorialista, isto é, foi escrito com fortes bases na própria vivência do autor em um internato de alta classe. A crítica ao que é Humano, portanto, vem junto a confissões que começam veladas e forçam-se, no decorrer das páginas, a mostrarem-se nuas. Não é, portanto, exagero o que vou afirmar a seguir: que entre as várias facetas putrefatas do homem e sua sociedade, Raul Pompéa afirma claramente que há um “beneplácito perverso e amável de tolerância que favoneia sempre a corrupção como um aplauso” em relação à homossexualidade hipócrita na alta classe de um Brasil que não mudou tanto assim neste aspecto. Este beneplácito perverso que condena o que pratica. Caso os senhores leitores queiram buscar um embasamento mais forte do que um mero artigo online, leiam “O Drama Público de Raul Pompéia – Sexualidade e política no Brasil finissecular“, de Richard Miskolci e Fernando de Figueiredo Balieiro.

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A política nos chama
Dados do censo realizado pelo IBGE em 2010, disponibilizados pelo jornal O Globo*, indicam que no Brasil há mais de 14 milhões de pessoas que declararam não pertencer a nenhuma religião, o que corresponde a 8% da população brasileira, ficando atrás apenas de católicos e de evangélicos. O grupo das pessoas sem religião quase que dobrou desde 1991, quando o censo realizado à época apontou que os descrentes eram 4,7% do total da população nacional.
Há, além dessa considerável porção da população brasileira, muitas outras pessoas que, de uma maneira ou de outra, simpatizam com princípios humanistas em geral, são favoráveis a uma efetiva separação institucional e política entre Estado e religiões, apoiam causas e movimentos progressistas etc. E, para representar tal parcela da população, surgiram nas últimas décadas diversas associações ou grupos de céticos, humanistas e secularistas em geral.
Por mais que essas associações tenham crescido de maneira considerável nos últimos anos, e que alguns de seus expoentes tenham até ganhado certa repercussão na mídia, o potencial político desses grupos não tem sido explorado como deveria, se levado em consideração o peso da população que representam.
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A política nos chama

Dados do censo realizado pelo IBGE em 2010, disponibilizados pelo jornal O Globo*, indicam que no Brasil há mais de 14 milhões de pessoas que declararam não pertencer a nenhuma religião, o que corresponde a 8% da população brasileira, ficando atrás apenas de católicos e de evangélicos. O grupo das pessoas sem religião quase que dobrou desde 1991, quando o censo realizado à época apontou que os descrentes eram 4,7% do total da população nacional.

Há, além dessa considerável porção da população brasileira, muitas outras pessoas que, de uma maneira ou de outra, simpatizam com princípios humanistas em geral, são favoráveis a uma efetiva separação institucional e política entre Estado e religiões, apoiam causas e movimentos progressistas etc. E, para representar tal parcela da população, surgiram nas últimas décadas diversas associações ou grupos de céticos, humanistas e secularistas em geral.

Por mais que essas associações tenham crescido de maneira considerável nos últimos anos, e que alguns de seus expoentes tenham até ganhado certa repercussão na mídia, o potencial político desses grupos não tem sido explorado como deveria, se levado em consideração o peso da população que representam.

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Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas (Parte 15: a “minoria livre e feliz”)
A figura acima, compartilhada por algumas fanpages de (neo)ateísmo, transmite uma imagem ilusoriamente glorificada sobre o ateísmo e os ateus e, por outro lado, um estereótipo negativo dos cristãos em geral. Para ela, ateus são geralmente livres e felizes enquanto cristãos são todos escravos de suas crenças e igrejas e são pessoas infelizes.
Quem desenhou e editou a imagem acima nem percebeu que cometeu o mesmíssimo erro dos crentes que têm preconceito contra ateus. O que o indivíduo autor da figura pensa dos cristãos, os religiosos intolerantes pensam da mesma forma sobre os ateus: o preconceituoso seria adepto da crença que “liberta” e “torna feliz”, enquanto os preconceituados seriam atados a uma crença que oprime e deprime a si próprios.
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Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas (Parte 15: a “minoria livre e feliz”)

A figura acima, compartilhada por algumas fanpages de (neo)ateísmo, transmite uma imagem ilusoriamente glorificada sobre o ateísmo e os ateus e, por outro lado, um estereótipo negativo dos cristãos em geral. Para ela, ateus são geralmente livres e felizes enquanto cristãos são todos escravos de suas crenças e igrejas e são pessoas infelizes.

Quem desenhou e editou a imagem acima nem percebeu que cometeu o mesmíssimo erro dos crentes que têm preconceito contra ateus. O que o indivíduo autor da figura pensa dos cristãos, os religiosos intolerantes pensam da mesma forma sobre os ateus: o preconceituoso seria adepto da crença que “liberta” e “torna feliz”, enquanto os preconceituados seriam atados a uma crença que oprime e deprime a si próprios.

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Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas (Parte 14: “Pessoas merecem respeito, ideias não”)
O lema da imagem acima, “Pessoas merecem respeito, ideias não”, é muito repetido por antiteístas que reivindicam o direito de não só criticar as religiões e considerá-las “contos de fadas”, mas também de zombar delas, tratar a fé alheia como lixo e assim ofender a sensibilidade religiosa de outras pessoas. A frase é problemática por não revelar que conceito de “respeito” ela usa e dar margem, inclusive para os próprios autores da frase, a desrespeitar indiretamente os religiosos – ainda que a imagem em si deixe claro qual é o significado da palavra.
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Desmentindo imagens antirreligiosas preconceituosas (Parte 14: “Pessoas merecem respeito, ideias não”)

O lema da imagem acima, “Pessoas merecem respeito, ideias não”, é muito repetido por antiteístas que reivindicam o direito de não só criticar as religiões e considerá-las “contos de fadas”, mas também de zombar delas, tratar a fé alheia como lixo e assim ofender a sensibilidade religiosa de outras pessoas. A frase é problemática por não revelar que conceito de “respeito” ela usa e dar margem, inclusive para os próprios autores da frase, a desrespeitar indiretamente os religiosos – ainda que a imagem em si deixe claro qual é o significado da palavra.

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A transexualidade no Brasil e a história de Sophia
A Sophia Oliveira é minha vizinha na república onde moramos, ela é transexual assumida e várias vezes conversamos sobre sobre ciência, ateísmo, etc. Nas poucas vezes em que conversamos sobre os preconceitos sofridos por transexuais, acabei ouvindo coisas que me impressionaram. Resolvi então entrevistá-la e gostaria de apresentar um pouco de suas opiniões e de sua história. 
De forma semelhante ao caso pioneiro da Marina, a Sophia é a primeira transexual a obter o título de Mestre pela Universidade de São Paulo, na área de Bioquímica. Ela é formada em Farmácia pela Universidade Federal do Paraná e, atualmente com 25 anos, está iniciando o seu doutorado em Psicobiologia na Universidade Federal de São Paulo. O que segue é uma transcrição da nossa conversa descontraída:
Sophia, em que momento você percebeu que era transexual e como foi sua trajetória até se assumir?
Eu diria que desde sempre. É uma coisa que mais gente me pergunta e eu não sei responder direito, não teve um momento específico. Da mesma forma, desde criança eu sabia que deveria esconder isso. Durante boa parte da minha vida isso foi até uma paranoia.
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A transexualidade no Brasil e a história de Sophia

A Sophia Oliveira é minha vizinha na república onde moramos, ela é transexual assumida e várias vezes conversamos sobre sobre ciência, ateísmo, etc. Nas poucas vezes em que conversamos sobre os preconceitos sofridos por transexuais, acabei ouvindo coisas que me impressionaram. Resolvi então entrevistá-la e gostaria de apresentar um pouco de suas opiniões e de sua história. 

De forma semelhante ao caso pioneiro da Marina, a Sophia é a primeira transexual a obter o título de Mestre pela Universidade de São Paulo, na área de Bioquímica. Ela é formada em Farmácia pela Universidade Federal do Paraná e, atualmente com 25 anos, está iniciando o seu doutorado em Psicobiologia na Universidade Federal de São Paulo. O que segue é uma transcrição da nossa conversa descontraída:

Sophia, em que momento você percebeu que era transexual e como foi sua trajetória até se assumir?

Eu diria que desde sempre. É uma coisa que mais gente me pergunta e eu não sei responder direito, não teve um momento específico. Da mesma forma, desde criança eu sabia que deveria esconder isso. Durante boa parte da minha vida isso foi até uma paranoia.

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Pensar Dói?
Eu ia escrever algo, mas ontem me deparei com este excelente texto que li há muito tempo atrás e acho que merece ser compartilhado aqui no Bule. O texto não é meu, é de Thomaz Wood Jr. e foi publicado na Carta Capital em 2011 [link]. No texto ele faz referências as ideias do jornalista e escritor Neal Gabler. Confiram:
Em texto publicado no New York Times, Neal Gabler, da Universidade do Sul da Califórnia, argumenta que vivemos em uma sociedade na qual ter informações tornou-se mais importante do que pensar: uma era pós-ideias. Gabler é o autor, entre outras obras, de Vida, o Filme (Companhia das Letras), [original, Life the Movie]  no qual afirma que, durante décadas de bombardeio pelos meios de comunicação, a distinção entre ficção e realidade foi sendo abolida. O livro tem o significativo subtítulo: Como o entretenimento conquistou a realidade.
No texto atual, Gabler troca o foco do entretenimento para a informação. Seu ponto de partida é uma constatação desconcertante: vivemos em uma sociedade vazia de grandes ideias, leia-se, conceitos e teorias influentes, capazes de mudar nossa maneira de ver o mundo. De fato, é paradoxal verificar que nossa era, com seus gigantescos aparatos de pesquisa e desenvolvimento, o acesso facilitado a informações, os recursos maciços investidos em inovação e centenas de publicações científicas, não seja capaz de gerar ideias revolucionárias, como aquelas desenvolvidas em outros tempos por Einstein, Freud e Marx.
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Pensar Dói?

Eu ia escrever algo, mas ontem me deparei com este excelente texto que li há muito tempo atrás e acho que merece ser compartilhado aqui no Bule. O texto não é meu, é de Thomaz Wood Jr. e foi publicado na Carta Capital em 2011 [link]. No texto ele faz referências as ideias do jornalista e escritor Neal Gabler. Confiram:

Em texto publicado no New York Times, Neal Gabler, da Universidade do Sul da Califórnia, argumenta que vivemos em uma sociedade na qual ter informações tornou-se mais importante do que pensar: uma era pós-ideias. Gabler é o autor, entre outras obras, de Vida, o Filme (Companhia das Letras), [original, Life the Movie]  no qual afirma que, durante décadas de bombardeio pelos meios de comunicação, a distinção entre ficção e realidade foi sendo abolida. O livro tem o significativo subtítulo: Como o entretenimento conquistou a realidade.

No texto atual, Gabler troca o foco do entretenimento para a informação. Seu ponto de partida é uma constatação desconcertante: vivemos em uma sociedade vazia de grandes ideias, leia-se, conceitos e teorias influentes, capazes de mudar nossa maneira de ver o mundo. De fato, é paradoxal verificar que nossa era, com seus gigantescos aparatos de pesquisa e desenvolvimento, o acesso facilitado a informações, os recursos maciços investidos em inovação e centenas de publicações científicas, não seja capaz de gerar ideias revolucionárias, como aquelas desenvolvidas em outros tempos por Einstein, Freud e Marx.

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